Janvier 27, 2026

Delegação da SADC junta-se ao Governo da República da África do Sul na avaliação dos impactos das inundações e das necessidades humanitárias prioritárias da população afectada

Entre os dias 25 e 26 de Janeiro de 2026, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) enviou uma delegação acompanhada por autoridades sul-africanas para avaliar os impactos das recentes inundações e as necessidades humanitárias prioritárias das comunidades afectadas na província de Limpopo, isto é, com a finalidade primordial de analisar a situação das inundações, as suas consequências e as necessidades imediatas da população afectada.

Segundo relatórios preliminares do Governo sul-africano, até o dia 24 de Janeiro de 2026, registava-se pelo menos 41 vítimas mortais relacionadas com as inundações a nível nacional, principalmente associadas a travessias de rios, inundações e desmoronamento de infra-estruturas e mais de 3800 famílias afectadas nas províncias de Limpopo e de Mpumalanga.

A delegação da SADC, liderada pelo Oficial do Programa de Monitorização e Aviso Prévio do Centro de Operações Humanitárias e de Emergência da SADC (SHOC), Sr. António J. Beleza, que coordena a preparação, a resposta e a recuperação prévia em caso de desastres na região, desembarcou no dia 23 de Janeiro de 2026, em Limpopo, África do Sul.

Após a declaração do estado de desastre nacional, no passado dia 18 de Janeiro de 2026, pelo Governo da África do Sul, a SADC activou os mecanismos regionais de resposta a desastres para apoiar os esforços liderados pelo governo em resposta ao desastre. Durante a missão, a delegação fará um levantamento claro e abrangente da situação humanitária, das capacidades de resposta e das necessidades prioritárias, com o objectivo de recomendar à SADC a melhor abordagem nos seus esforços para dar uma resposta regional adequada.

Durante as visitas a algumas áreas do distrito de Vhembe, a delegação da SADC testemunhou os esforços empreendidos de resgate de um automóvel que se afogou no rio Dzindi, que inundou a aldeia de Tswinga, no dia 17 de Janeiro de 2026 e em seguida, visitou as áreas cujas casas foram danificadas pelas fortes chuvas.

No dia 26 de Janeiro de 2026, o Director do Centro de Gestão de Desastres do Município do Distrito de Mopani, Sr. Shivasa Richard Nkuna, acompanhou a delegação da SADC numa visita às áreas afectadas em Mbaula para apreciar o impacto devastador das inundações. Durante a visita, a delegação da SADC testemunhou, em primeira mão, as pontes destruídas, as casas danificadas e um centro de evacuação, obtendo uma visão mais clara das necessidades humanitárias. 

Com base nos dados do município distrital de Mopani, que compreende o Grande Tzaneen, o Grande Giyani, Phalaborwa, Letaba e Maruleng, estima-se um total de 1606 famílias afectadas. Até ao momento da redacção, contabiliza-se cinco (5) vítimas mortais e um (1) desaparecido e 42 pontes e 56 estradas danificadas que ligam vários municípios do distrito.

Alguns acessos ficaram interrompidos devido à destruição de pontes e estradas e foi interdita a passagem em várias pontes por serem consideradas perigosas para a circulação. Algumas pessoas afortunadas recorreram as estradas alternativas, embora isso significasse percorrer um trajecto mais longo até aos seus destinos», realçou Richard Nkuna.

A Sra. Brenda Mayifala, membro do Fórum da Polícia Comunitária de Mbaula, relata a devastação causada pelas fortes chuvas, citando a destruição de várias casas e a morte de uma (1) criança. «A situação de destruição é grave. Aqui havia muitas casas, nesta área chamada Mpetanenge, mas veja, todas as casas desapareceram. Precisamos de uma ajuda urgente neste momento», afirmou a Sra. Mayifala, enquanto se encontrava em pé sobre os escombros de uma das várias casas que foram destruídas devido às fortes chuvas. 

Como parte do seu mandato, a delegação da SADCA procura avaliar os mecanismos de coordenação da resposta, incluindo as funções e responsabilidades das estruturas nacionais, provinciais e municipais na resposta ao impacto das inundações. Além disso, procura identificar lacunas na resposta, limitações de capacidade e necessidades prioritárias.

A partir da visita, a delegação da SADC poderá avaliar a forma como as autoridades sul-africanas gerem os recursos hídricos transfronteiriços para reduzir o impacto em cascata das inundações nos Estados-Membros.